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Vascaínos são assaltados à mão armada no entorno de La Bombonera

Cristian, um jovem vascaíno que vive na Argentina, enfrentou momentos de terror antes da semifinal da Copa Sul-Americana. Ao optar por transporte público para chegar ao estádio, ele foi assaltado nas ruas de Buenos Aires.

O estudante de medicina relatou que um senhor o alertou sobre o perigo iminente, mas logo foi abordado por um assaltante armado. Cristian entregou seu celular e teve a jaqueta levada.

O pesadelo não parou por aí. Seus agressores voltaram-se contra sua namorada e uma amiga, aumentando a violência. As duas foram agredidas fisicamente enquanto os ladrões levavam seus pertences. Um dos criminosos chegou a apontar uma arma na cabeça da amiga de Cristian.

Após o ocorrido, Cristian e as vítimas registraram um boletim de ocorrência na delegacia local. Ele descreveu a situação como humilhante e aterrorizante, destacando a indiferença das pessoas ao redor durante o ataque.

Além do trauma físico e emocional, o vascaíno perdeu a chance de assistir ao jogo do Vasco devido ao roubo dos celulares que continham os ingressos digitais para a partida. Natural de Tocantins, Minas Gerais, Cristian lamenta profundamente ter perdido essa oportunidade.

Com esperanças renovadas, ele agora busca recursos para assistir ao jogo de volta no Maracanã. Cristian trabalha como motoboy para se manter enquanto estuda medicina na Argentina e espera realizar o sonho de ver seu time jogar no Brasil.

Um senhor que estava vendendo choripan (sanduíche de linguiça tradicional no país), se aproximou, perguntou de onde nós éramos e e falou: 'vem comigo que vão te assaltar'. E foi dito e feito, na hora que ele falou isso, surgiu um garoto, devia ter uns 18 anos, já colocou uma arma na minha cara e falou: 'passa tudo'. E eu já tirei o celular do bolso, ele me revistou, passou a mão na minha cintura inteira pra ver se não tinha mais nada, levou a minha jaqueta e me deixou só de camisa lá.

Nessa que tiraram a minha jaqueta, ele e os amigos foram pra trás, onde estava minha namorada e a amiga. Eram quatro caras, um deles deu um soco nela e a jogou na parede com tudo. E a nossa outra amiga, o garoto já chegou empurrando ela, batendo nela, também deu um soco nela e puxou o cabelo dela. Eles pegaram a bolsa da minha namorada, sacudiram para tirar tudo. E a minha amiga, quando o cara pegou ela pelo cabelo, apontou a arma na cabeça dela e mandou ela largar tudo.

A gente foi para a delegacia, fizemos o boletim de ocorrência, e depois a gente conseguiu pedir um Uber. Foi uma situação humilhante, pavorosa, terror. A gente não conseguiu dormir, ficava acordando se tremendo com aquela imagem horrível na mente. Foi pavoroso ver as pessoas passando do lado, encarando a gente, ninguém fazia nada, o pessoal parecia que estava com a galera lá que assaltou a gente. Um monte de criança olhando. Foi uma situação humilhante e pavorosa, não espero nunca mais viver isso.

Me desolou não poder ver o Vasco depois de tantos anos. Uma vida toda esperando essa oportunidade. E é aquela coisa: a gente está vivo, com saúde, mas o que me dói não foi nem ter perdido o bem material, mas a oportunidade de ver o Vasco. A gente está com uma vaquinha porque meu sonho é ver o Vasco. Espero muito conseguir ir no Maracanã no jogo de volta para assistir. Me tiraram um bem material, mas o pior, para mim, o que me dói no coração é terem me tirado a oportunidade de ver o Vasco.

Com informações do UOL Esporte.

Fonte: SuperVasco‎‎‎‎‎‎

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