'SJ e a regra dos 30 mil lugares: O que o caso do Del Valle ensina?'

O caso do Independiente del Valle na Copa Sul-Americana de 2025 pode interessar ao Vasco, especialmente aos torcedores que questionam as exigências da Conmebol para estádios. Naquela ocasião, o clube equatoriano enfrentou o Atlético-MG no Estádio Banco Guayaquil, que comporta apenas 12 mil pessoas, bem abaixo dos 30 mil lugares exigidos pela entidade para semifinais.

Mas como isso foi possível? O regulamento da Conmebol permite exceções à regra dos 30 mil lugares, desde que a entidade autorize após uma avaliação específica. Foi exatamente esse precedente que possibilitou ao del Valle utilizar seu estádio na disputa contra o time brasileiro, partida que terminou empatada em 1 a 1.

A situação não garante automaticamente que São Januário será liberado para partidas semelhantes. No entanto, mostra que há flexibilidade nas regras da Conmebol se certas condições forem atendidas.

Para os vascaínos, é importante entender essas nuances regulamentares. São Januário tem um significado especial para o clube e sua torcida, e qualquer decisão sobre onde jogar deve considerar as possibilidades previstas pelas normas da competição.

A reflexão foi trazida pelo canal Atenção Vascaínos, publicada no X.

SÃO JANUÁRIO E A REGRA DOS 30 MIL LUGARES: O QUE O CASO DO DEL VALLE ENSINA AO VASCO?

Uma dúvida que interessa diretamente à torcida do Vasco: se a Conmebol exige estádios com capacidade mínima de 30 mil lugares para uma semifinal da Copa Sul-Americana, como o Independiente del Valle conseguiu disputar essa fase em seu estádio, que comporta aproximadamente 12 mil torcedores?

O caso aconteceu na Sul-Americana de 2025, quando o Del Valle recebeu o Atlético-MG no Estádio Banco Guayaquil, no Equador, pelo jogo de ida da semifinal. A partida terminou empatada em 1 a 1.

A explicação é que o Manual de Clubes da Conmebol, embora estabeleça a capacidade mínima de 30 mil lugares para essa fase, também prevê a possibilidade de exceções autorizadas pela própria entidade.

Na prática, isso significa que a exigência não é necessariamente uma barreira absoluta em todas as situações. A Conmebol pode avaliar o estádio e autorizar sua utilização, desde que sejam atendidas as condições e exigências previstas no regulamento.

E o que isso tem a ver com o Vasco?

O precedente mostra que um estádio com capacidade inferior ao mínimo estabelecido pode, em determinadas circunstâncias, receber uma partida de semifinal com autorização da Conmebol.

Isso não significa que São Januário esteja automaticamente liberado ou que o Vasco tenha direito garantido à mesma exceção. Uma eventual autorização dependeria de uma avaliação específica da entidade.

Mas o caso do Independiente del Valle é, sem dúvida, uma referência importante para entender que a regra dos 30 mil lugares pode admitir exceções.

A torcida do Vasco precisa conhecer todos os detalhes do regulamento. São Januário tem história, identidade e uma relação única com o clube. E qualquer discussão sobre onde o Vasco pode jogar deve considerar também as possibilidades previstas nas próprias regras da competição.

O Vasco terá pela frente o Boca Juniors na semifinal da CONMEBOL Sul-Americana, após ambos superarem Santa Fe e São Paulo. O duelo, que não acontece há 25 anos, remonta a confrontos históricos de 2001, quando o Boca eliminou o Vasco nas quartas da Libertadores e empataram duas vezes na Copa Mercosul.

A primeira partida está prevista para meados de outubro e será realizada na Bombonera, em Buenos Aires. Já a volta terá mando do Vasco. No entanto, com São Januário fora dos padrões exigidos pela CONMEBOL, o Maracanã desponta como provável palco.

Os clubes já garantiram US$ 800 mil (R$ 4,12 milhões) por chegarem às semifinais. O campeão levará US$ 10 milhões (R$ 51,45 milhões), enquanto o vice receberá US$ 2,5 milhões (R$ 12,86 milhões).

Com informações da ESPN Brasil.

Fonte: SuperVasco‎‎‎‎‎‎

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