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Pedro Emanuel valoriza eficácia ofensiva e explica esquema com 3 zagueiros

O Vasco conseguiu uma importante vitória por 3 a 1 sobre o Athletico-PR na Arena da Baixada, quebrando um tabu de 19 anos sem triunfos no estádio. Mendoza abriu o placar para os paranaenses, mas o time carioca virou com gols de Aguirre (contra), Bruno Duarte e Gabriel Pereira.

Após a partida, o técnico Pedro Emanuel elogiou a eficácia ofensiva do Vasco, que vinha sendo um problema recente. "Criamos muitas oportunidades e hoje conseguimos concretizar isso rapidamente, o que ajudou muito animicamente", afirmou.

A equipe vascaína vinha sofrendo defensivamente, tendo tomado sete gols nos últimos três jogos. Para este confronto, Emanuel optou por um esquema com três zagueiros para tentar conter a força física do ataque adversário. "Era necessário manter os três zagueiros para não nos expormos demais", explicou.

O treinador também destacou a importância das substituições no intervalo que mudaram a dinâmica do jogo. Com as mudanças, o Vasco voltou mais intenso e conseguiu pressionar mais efetivamente o Athletico-PR.

A vitória foi ainda mais especial por ter sido conquistada contra um adversário direto na tabela e ajudou a afastar o Vasco das últimas posições. O clube agora soma 41 pontos, quatro acima do Grêmio, primeiro time na zona de rebaixamento.

Sobre os desafios físicos enfrentados pelo elenco devido à sequência de jogos, Pedro Emanuel reconheceu a dificuldade e ressaltou a importância de ter todos os jogadores preparados para contribuir.

O próximo compromisso do Vasco será decisivo pela Copa do Brasil contra o Palmeiras em São Januário, após perder a ida por 1 a 0.

Questão física dos jogadores

- Temos jogado muito, com pouco tempo para recuperação. Demostramos que é importante essa questão. Há jogadores que não têm somente a parte física, mas também a parte mental, e isso pode cair. Temos que ter atenção a isso, faltam poucos jogos para o final e queremos ter todos. Sabíamos que o Andrés não estava 100%, mas quis vir e contribuir. Sabíamos que o Marino também não estava, apesar de que não tenha vindo. É importante que todos entendam que estão prontos e preparados para contribuir, e só com esse espírito vamos atingir os nossos objetivos no Brasileirão.

Importância do trio de ataque no 2º tempo

- Fossem qual fossem os jogadores que entrassem, era importante, porque estávamos a perder. Subir a nossa pressão mais intensa nos três zagueiros, criar essa superioridade. Até porque os nossos laterais estavam a bater bem com os laterais deles. A grande dificuldade era a linha de trás. Em alguns momentos, cheguei mais próximo dos avançados, dos meias nesse caso. Que nesse caso eram os meias que vinham mais para dentro. Abdicamos dos três meias para introduzir mais um homem lá na frente. Foi uma estratégia para não perder aquilo que era a antecipação. Nisso os três zagueiros foram básicos na segunda parte, sabendo que íamos correr riscos, mas que seríamos fortes nos duelos. Calhamos por conseguir, baixamos um pouquinho o Thiago (Mendes) e o Alan (Lescano). Depois, com a variedade do Facundo Colidio e do Andrés (Gómez), mais profundo, com mais capacidade de ferir o Athletico. Surgiu essa oportunidade, aproveitamos, foi muito importante. Houve uma pressão inicial, vimos que tínhamos que ir atrás do placar. Acho que foi uma vitória justa contra um adversário muito valoroso que faz um campeonato fantástico. Hoje era muito importante mostrar nosso jogo, nosso valor, e os jogadores fizeram isso, com muita energia.

Convicção para manter os três zagueiros

- Não foi uma convicção, foi uma necessidade. Mantivemos os três zagueiros porque estávamos sendo valentes e lutando contra um time que procurava muita profundidade e que tem um aspecto físico em seu jogo. Senti que estávamos mais compactos e não nos expondo demais. Fazia mais sentido manter os três zagueiros. O Sosa começou muito bem, depois teve um ou outro momento. Foi exceção por dois aspectos: o adversário que íamos encontrar hoje e a sequência de jogos que estamos tendo, sofrendo muitos gols. Principalmente em cruzamentos e em zonas dos três defensores. Basicamente, foi por isso, porque era esse adversário. Domingo deve ser diferente por ser um adversário que se porta de outra maneira.

Colidio

- Ele tem características que poucos jogadores tem na nossa equipe. Tem profundidade, é uma coisa que precisávamos. Depende do adversário. Eles tinham uma linha defensiva que não era intensa em cortar espaços. Então ele teve apoio para flutuar e dar apoio aos dois meias. Ele era um terceiro meia com a bola e terceiro atacante sem ela.

Atuação dos zagueiros

- A parte física, se você quiser ter uma equipe que seja intensa e pressionante como fomos na primeira parte, isso desgasta. Nem todos os jogadores estão hoje prontos para fazer isso de três em três dias. Agora, a intensidade que colocamos na segunda parte é difícil. Muito mais fazer em 90 minutos ou em dois jogos num espaço de três dias. Temos algumas nuances na forma como estruturamos a equipe, como no 4-3-3 com variantes. Acho que hoje, na segunda parte, fomos muito mais eficazes no encurtar entre linhas, quer seja do meio para a frente ou a linha protegendo os médios. Acho que fomos muito capazes. E essa linha de três zagueiros foi muito valente. O Saldivia faz um jogo fantástico. Não tem um erro ou uma asneira como a do jogo anterior. Foi expulso no jogo anterior, como disse, cria a segurança na posição. Marcou o artilheiro do campeonato. Diz muito do trabalho que teve e da performance que pôde entregar a equipe. Sobre os outros dois zagueiros: Gabriel e Ronald. Já conhecia o Gabriel, tem características não só técnicas, mas capacidade de encurtar também. Conseguimos chegar mais perto da baliza também pela introdução do Duarte, não só do Colidio, também estar no lugar certo para finalizar foi fundamental para nos dar esse alento e sermos bem mais eficazes do que temos sido.

Com informações do ge.

Foto: Matheus Lima/Vasco
Pedro Emanuel

Fonte: SuperVasco‎‎‎‎‎‎

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