Pedrinho volta a defender o processo de venda e faz pedido para a Justiça
O presidente do Vasco, Pedrinho, pediu nesta segunda-feira que a Justiça libere o início do leilão da SAF do clube. Antes do embarque para Salvador, onde o Vasco enfrenta o Vitória pela volta das quartas de final da Copa do Brasil, o dirigente voltou a defender o avanço do processo de venda e afirmou que a atual gestão tem feito um trabalho de reorganização financeira desde que assumiu o comando da SAF.
— Então eu peço mais uma vez encarecidamente ao Poder Judiciário que ele avalie todo o processo que foi feito desde a minha entrada na SAF, de como estava e de como está hoje, a seriedade com que nós fizemos todo o trabalho de recuperação financeira do clube.
Pedrinho afirmou que encontrou um cenário difícil quando assumiu a SAF, com muitas pendências, e que a gestão passou a organizar os pagamentos. Segundo ele, desde sua chegada não houve atraso nos compromissos assumidos pelo clube, e o presidente pediu para que a Justiça leve isso em consideração.
— Na recuperação judicial, tem todo um processo anterior que a gente precisa elaborar para que a recuperação judicial seja aprovado. Então, pela Justiça é um termo que a gente chama de gestão de boa fé. Quando eu saio da associação, obviamente entro para a SAF, exercendo as duas funções, eu chego na SAF e encontro um cenário bem difícil, com muitas pendências. E a gente faz um mecanismo financeiro para que a gente organize todos os pagamentos. Isso é feito com muito mérito, trabalho e muito suor.
— Então, desde que eu entrei, a gente não atrasou nada, a gente cumpriu todos os compromissos, até compromissos que tinham sido falados com alguns atletas e não tinham colocado no contrato. Obviamente com testemunha, tivemos que refazer o contrato para cumprir aquilo que tinha sido apalavrado e não tinha sido colocado em contrato. Então, desde que eu entrei, eu prometi honrar tudo e honro até hoje.
Recuperação judicial
O presidente também lembrou que o plano de recuperação judicial foi aprovado por 97,7% dos credores e posteriormente homologado pela Justiça. Pedrinho destacou que os empréstimos fazem parte do plano e contestou a avaliação de que a necessidade de novos créditos seria sinal de desorganização financeira.
— Depois de uma aprovação dos credores de 97,7%, quase 100% de aprovação dos credores, foi homologado o plano de recuperação judicial em juízo. Então todos os empréstimos estão dentro do plano. Eu não tiro o empréstimo da minha cabeça, e se eu já repeti... estou falando isso novamente. Por quê? Porque os empréstimos fazem parte do plano da recuperação judicial, e muitas pessoas falam: "Não, o Vasco está desorganizado porque está pegando empréstimo toda hora". Não, ao contrário, nós estamos organizados e isso faz parte da organização financeira.
Pedrinho também explicou que, antes da homologação do plano, o Vasco renegociou dívidas com credores para demonstrar boa-fé no processo.
— Antes do plano de recuperação judicial, a gente entra com uma medida cautelar antecedente. Eu renegocio algumas dívidas com alguns credores antes do plano para mostrar a gestão de boa fé, e assim a gente ir cumprindo. O plano de recuperação judicial exige muitas coisas pessoais e profissionais. Todos já sabem que para entrar no plano de recuperação judicial eu tenho que colocar o meu patrimônio ali, e assim foi feito.
Fonte: ge
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