Outras declarações de Pedro Emanuel após empate contra o Olimpia

Mais declarações de Pedro Emanuel

Marino Hinestroza
— O Marino foi uma contratação importante do clube este ano. Mas a realidade do Brasil é muito diferente de onde ele vinha. Precisa de acreditar novamente nele próprio. Precisa de dar à equipe aquilo que ela precisa para poder ter mais oportunidades. É tão simples quanto isso. Futebol é muito simples às vezes é que nós é que queremos complicar. Tem que correr mais que os outros, tem que trabalhar mais que os outros, tem que jogar mais que os outros para mostrar que é melhor que os outros. Tão simples quanto isso. Quando isso acontecer provavelmente vai jogar mais vezes. Enquanto isso não acontecer tem que ser ele próprio, com a nossa ajuda, a ir buscar esse caminho. É tão simples quanto isso. Não vale a pena complicarmos mais.

Montagem do meio-campo
— O que vocês consideram rodízio eu chamo de equipe mais apta para iniciar cada jogo. Tivemos 28 dias de vários jogos, os jogadores não são super-homens. O Jair veio de uma lesão séria, precisa de uma gestão para recuperar sua forma. O meio-campo é o coração da equipe e precisa ter qualidade. Para isso, tem que ter qualidade e pernas frescas. O Rojas está tentando recuperar espaço e ele deu tudo hoje. O Zuccarello ia entrar no lugar dele no fim do jogo, mas ele teve que continuar. Barros não deixou que o adversário criasse situações de 2 contra 1 com os zagueiros. Por isso, perdemos um pouco o equilíbrio, foi responsabilidade minha. A dinâmica do meio-campo tem a ver com as características dos jogadores. Os três volantes para mim são um volante e dois meias. O Thiago é quase um camisa 10, chega muito na área. A ideia do meio-campo é dinâmica e dar segurança ao resto da equipe.

Colidio jogará de 9?
— Sabemos a qualidade que tem quem cá está e sabemos a qualidade de quem chega. E a principal, minha principal função é pôr isso ao serviço da equipe. Vamos tentar perceber aonde é que o Facundo pode render mais na equipe, porque o DVD, mesmo não sendo um atacante, é alguém que tem desempenhado essa função. Ainda no último jogo com o Bahia, por milímetros ou por centímetros, não tivemos golos e situações de gols criados e com envolvência dele, para nos permitir ganhar o jogo. Hoje novamente, mas num contexto muito diferente, com uma defesa, um bloco defensivo mais baixo, onde é necessário outro tipo de virtudes que o Facundo hoje nos poderia ter dado pela diversidade que dá ao nosso ataque. É nesse contexto que nós trouxemos o Facundo. Se vai jogar mais vezes de atacante ou ponta isso só com a integração na equipe é que podemos decidir. Agora o que eu acho é que, como vocês costumam dizer aqui, com o Facundo e infelizmente sem o Brenner, neste momento, por algum tempo, queríamos que o caldo começasse a engrossar. E neste momento acho que nos daria mais opções. Tendo o Brenner também na equipe, daríamos mais competitividade interna, que isso também é muito importante para elevar o nosso nível de futebolista, de qualidade, de jogo. E mais alternativas naquilo que é a forma como nós queremos atacar.

— Como ainda hoje percebemos, mais para o final, deixei lá o DVD, que eu sabia que estava desgastado, mas que era importante encostar-se mais próximo do Spinelli, para podermos ter mais presença na área. Já que o adversário não saiu da área, era preciso arranjarmos espaços dentro da área, momentos para podermos atacar a baliza, momentos para podermos ter bola entre linhas e dar alguma frescura. Por isso é que reacomodemos ali um bocadinho o Rojas para pegar no nosso jogo e fazer fluir um bocadinho mais. Demos um bocadinho mais de liberdade também aos laterais, para poderem afundar mais a linha defensiva. E depois faltou esse momento, onde podia ser decisivo, que é aquele toque, aquela última assistência, aquela ansiedade de querermos fazer golo, que nos foi tirando um bocadinho a clarividência da forma como decidimos algumas situações. Mas não fiquei minimamente desiludido com aquilo que foi a prestação dos jogadores. Às vezes tomamos decisões em termos de substituições que no final questionámos, mas hoje não. Mesmo o próprio Zucarello entrou, faltando pouco tempo, mas quis pegar no jogo, quis jogar ali, quis flutuar, quis jogar naquilo que ele de fato podia acrescentar à equipe. É um menino que precisa de crescer e são nestes momentos que ele pode também crescer e perceber o que é o futebol profissional e aquilo que ele vai encontrar num futuro próximo.

Cuesta e Andrés Gómez voltam contra o Santos?
— Eu espero que sim. Agora, como é lógico, tenho uma função importante no clube, mas não integro o departamento médico. Portanto, isso tem que vir do nosso departamento médico, em quem eu confio e estamos em total sintonia. E por isso mesmo, mediante a nossa avaliação, junto com os jogadores, vamos tomar uma decisão final. Eu espero que sim, naturalmente, que a nossa equipe fica com muito mais diversidade naquilo que é a capacidade que temos de atacar um jogo importante para nós. Mas só iremos fazer na véspera do jogo. Neste momento, sinceramente e honestamente, não lhe consigo dizer nada concreto. Se eu gostava, sim. Se vai acontecer, não sei.

Sequência de jogos
— Vou responder com muita sinceridade. Essa sequência de jogos acontece porque estamos em várias competições, e isso exige de um clube como o Vasco. Temos que estar presentes. E eu já falei com os jogadores no vestiário: chegando em oitavas e quartas de final, se passarmos as oitavas, é o momento que pode definir se vamos conquistar um título ou não. Até agora estivemos preparando um sonho. Agora esse sonho pode virar realidade. Clubes como o Vasco vivem de ambição e determinação, e é isso que temos nesse momento. É desgastante, eu gostaria de ter mais tempo, mas as regras são essas e eu não vou abrir mão de nada. Sabemos que a situação mais delicada é no Campeonato Brasileiro. Vamos trabalhar isso. No último jogo faltou um pouco do que vocês chamam de sorte. Mas sorte é trabalho. Lá em Portugal a gente diz isso. Com um pouco mais de eficácia, com 4 ou 5 centímetros a mais ou a menos no impedimento, teríamos mais pontos hoje. Mas temos que encarar a realidade: temos pouco tempo para preparar um jogo muito importante, um jogo que pode ser a virada para voltarmos a ganhar um campeonato.

Precisa contratar um homem-gol?
— Eu já respondi há pouco com a minha opinião, e acho que todos no clube concordamos: o caldo precisava engrossar. E isso não quer dizer que quem estava aqui não tinha qualidade. Felizmente, quem está aqui está voltando a demonstrar a qualidade que tem. Isso é muito bom para a equipe e para alcançar resultados. Mas eles também precisam de ajuda. Quando falo em ajuda, falo de jogadores com características diferentes que podem complementar a equipe. É assim que estamos pensando. Não significa que quem chegar é melhor. Agora, quem chega nessa fase do campeonato tem muito mais chances de jogar logo do que quem chega no início da temporada, porque no início temos tempo para trabalhar. Agora não, agora temos tempo só para jogar. Se você reparar, o Facundo e o Sosa estão preparados porque vêm jogando sempre. Por isso essa adaptação é menor e já podemos olhar para eles como opção para os próximos jogos. Quando vão jogar? Vai depender da necessidade da equipe e do que planejarmos para cada adversário. E já começa no próximo domingo, contra o Santos.

Mensagem para o torcedor
— Não preciso dar nenhum conselho ao nosso torcedor, porque ele tem uma coisa que é inegociável: a paixão pelo clube. E isso aí eu não lhes posso dizer mais nada, porque eles naturalmente têm, em cada jogo que comparecem aqui em São Januário e mesmo no último jogo na Bahia, onde fico orgulhoso de termos uma torcida que se desloca a todo o lado e nos apoia da forma incondicional. Portanto, eu não preciso dizer nada, porque eles são um exemplo daquilo que é a fidelidade que se tem a um clube. Por isso, conselho nenhum. É só de que nós vamos continuar a trabalhar e a dar tudo de nós para lhes poder dar mais alegrias. E isso faz parte do contexto que é o futebol. O futebol é nós trabalharmos para darmos alegria a quem nos segue, muitas das vezes são a nossa segunda família, a nossa família adotiva que nós trazemos e nos acompanha no dia a dia. Acho que é isto que eu gosto de viver. É esta paixão que eu senti hoje aqui no nosso caldeirão, que começa a ferver novamente e que começa a acreditar novamente que vamos conseguir fazer coisas bonitas. E que o melhor ainda está para vir. Eu hoje, a conversar com o presidente, disse uma coisa que eu penso também: acho que o melhor ainda está para vir, porque normalmente nesta segunda fase do campeonato é onde as coisas começam verdadeiramente a acontecer. Agora que começa a nos calçar os calos e nós temos que mostrar serviço. Acho que este é o momento ideal para isso acontecer e muita coisa boa está para acontecer. Por isso, a única coisa que eu tenho que fazer é trabalhar para que isso seja uma realidade para nós.

Qual a posição do Colidio?
— Isso é um bom exercício também para vocês. Vocês também têm que pensar um bocadinho, não posso ser eu a dar as respostas todas, não é? Senão depois já ficam a saber mais do que eu. Não, a ideia do Facundo é que de fato tem essa capacidade. É um jogador inteligentíssimo, a forma como se movimenta, quer entre linhas, quer de fora para dentro, quer na última linha. Ele é um jogador que está mais do que habilitado e capaz, e tem a experiência para isso. Vem de um grande clube, vem de uma grande cultura e uma cultura ofensiva, que nos pode permitir usufruir dele e ele próprio ajudar a equipe. É dentro desse contexto que nós vamos trabalhar. Ele sabendo e ele é inteligente, porque disse que viu já vários jogos do Vasco e que tem a noção de que vai ter que estar preparado para eventualmente jogar em duas ou três posições diferentes. E é isso que nós precisamos dele, principalmente agora com esta perda, infelizmente, do Brenner. Mas tendo mais este acréscimo de qualidade para ajudar o caldo a engrossar.

Fonte: ge

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