OMV: Conheça os desentendimentos que travam a SAF do Vasco
A venda de 90% da SAF do Vasco transformou-se no palco de uma complexa disputa política nos bastidores de São Januário. O avanço das conversas com o empresário Marcos Lamacchia acabou expondo um racha interno na Sempre Vasco, coalizão política que venceu as eleições gerais do clube.
Conforme apurado pelo jornalista Gustavo Cunha, a governança administrativa está dividida entre o núcleo duro da gestão e um grupo de membros dissidentes, gerando atrasos contratuais e troca de acusações.
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Divisão na Sempre Vasco e o grupo Estratégia Futebol
A linha de frente do clube associativo está concentrada no G5, composto pelo presidente Pedrinho, o diretor Felipe, além de Alan Belaciano, Marcelo Macedo (Tangerina) e Christiano Campos — este último apontado como o principal articulador de bastidores da gestão. Do outro lado, os dissidentes criticam a falta de comunicação e o esvaziamento do setor jurídico.
A crise se acentuou após o comitê que investigava a 777 Partners mirar o vice de finanças Silvio de Almeida, desencadeando reuniões ríspidas entre os correligionários.
A centralização das decisões também se reflete no gerenciamento do futebol profissional do Vasco. O G5 comanda os alinhamentos da área através de um grupo de mensagens batizado de “Estratégia Futebol”, que conta com a participação do CEO Carlos Amodeo e do executivo Admar Lopes.
A existência desse comitê restrito inflou as tensões no departamento técnico, desgastando a imagem de Carlos Amodeo e colocando a saída de Admar Lopes como um cenário praticamente certo assim que a transição societária for finalizada.
Exigências de Marcos Lamacchia e o nó do contrato
A disputa política também afeta os prazos para a assinatura do Memorando de Entendimento (MoU) com o investidor. Os aliados de Pedrinho acusam a ala dissidente de criar entraves burocráticos e novas cláusulas para atrasar o anúncio oficial. Os críticos rebatem, alegando que as exigências visam criar salvaguardas jurídicas para proteger o Vasco.
Diante do impasse, o clube centralizou as tratativas nas mãos do presidente e de Christiano Campos, reduzindo de forma drástica a participação da consultoria G5 Partners no processo.
A grande queda de braço do momento reside na autonomia exigida pelo comprador. O grupo de Marcos Lamacchia bate na tecla de que a SAF precisa de independência total e blindagem contra as brigas políticas do clube social do Vasco. Interlocutores resumem a visão do empresário na premissa de se “acreditar no investidor, e não no contrato”, exigindo gerência livre de amarras contratuais.
A diretoria tenta equilibrar o jogo buscando instrumentos mínimos de proteção institucional para garantir o futuro do futebol em caso de divergências futuras na parceria.
Fonte: O Meu Vascão
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