O questionamento de Pedrinho na entrevista e os vetos recentes do Bepe
O Vasco voltou a insistir que o clássico contra o Flamengo pelo Campeonato Brasileiro seja realizado em São Januário. A decisão foi comunicada por Pedrinho nesta sexta-feira e está ligada à insatisfação do clube com o não cumprimento do acordo de utilização do Maracanã, que deveria permitir ao Vasco mandar até quatro jogos por ano no estádio.
A direção vascaína reclama que, além dos clássicos com Flamengo e Fluminense, partidas contra Vitória e Palmeiras pela Copa do Brasil não tiveram liberação para ocorrer no Maracanã. Assim, o clube pretende fazer valer seu mando de campo e enfrentar o Flamengo em São Januário.
No entanto, o Batalhão Especializado em Policiamento em Estádios (Bepe) tem sido um obstáculo. No ano passado, a tentativa de levar um jogo semelhante para São Januário foi vetada pelo Bepe devido a preocupações com segurança. O clube questiona essa decisão, argumentando que outros confrontos de risco já ocorrem no local sem problemas.
— Faço um apelo ao poder público e ao BEPE. Eu jogo em São Januário todos os jogos que são considerados de risco. Vasco contra Santos, Cruzeiro, Corinthians... A polícia garante segurança para a festa de 1 milhão de pessoas no Réveillon. E garante para todos os outros jogos, menos para Fluminense e Vasco.
— Então, já falando sobre Vasco e Flamengo, eu não peço para jogar no Maracanã, eu tenho contrato. Ele (Flamengo) tem cláusulas no contrato para negar, e eu respeito. E não vou ficar dependente. Eu quero que Vasco x Flamengo seja em São Januário, não quero me deslocar. Não estou pedindo nada demais, porque fazemos jogos iguais ou até piores lá. Temos toda a ajuda do BEPE.
O último confronto entre Vasco e Flamengo em São Januário aconteceu em 2020, com vitória dos rubro-negros por 2 a 1. Naquela ocasião, os portões estavam fechados devido à pandemia de Covid-19.
Com informações do ge.
Não é de hoje a briga entre o Vasco e os rivais do Rio
Pedrinho, presidente vascaíno, fez duras críticas a Luiz Eduardo Baptista, conhecido como BAP, presidente do Flamengo. Em 19 de agosto de 2026, Pedrinho classificou BAP como 'mau-caráter', 'arrogante' e outros adjetivos nada elogiosos. A reação veio rápida: em 25 de agosto, BAP entrou com uma ação judicial por danos morais.
O desentendimento começou após o Flamengo questionar a capacidade financeira do Vasco junto a uma agência de fair play financeiro. O clube cruzmaltino está em recuperação judicial, o que gerou um debate sobre suas finanças e contratações. Além disso, a negociação da SAF do Vasco e possíveis conflitos de interesse envolvendo familiares da presidente do Palmeiras, Leila Pereira, aumentaram as tensões.
Pedrinho não deixou barato. Em um embarque para Assunção, no Paraguai, ele afirmou que suas críticas eram dirigidas pessoalmente a BAP e acusou o dirigente rubro-negro de perseguição e intromissão indevida nos assuntos vascaínos.
BAP não aceitou as ofensas e acionou a Justiça exigindo uma retratação pública e uma indenização de pelo menos R$ 40 mil por danos morais. A disputa judicial entre os clubes promete novos capítulos.
Fonte: SuperVasco
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