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MP pede reconsideração e defende Maracanã para Vasco x Boca Juniors

O Ministério Público do RJ pediu reconsideração judicial para que o jogo Vasco x Boca Juniors na semifinal da Sul-Americana, ocorra no Maracanã em 20 de outubro, defendendo o estádio por questões de segurança, mobilidade e infraestrutura, com base em avaliações da PM.

A concessionária Fla-Flu Serviços negou o uso do Maracanã, alegando manutenção do gramado, o que gerou decisões judiciais conflitantes e uma liminar que suspendeu a liberação inicial do estádio.

O documento destaca os quase 50 mil ingressos vendidos e o risco de a Conmebol transferir a partida se o local não for confirmado no prazo, embora a manifestação do MP não represente decisão final da Justiça.

As informações foram publicadas pelo Atenção, Vascaínos no X.

MINISTÉRIO PÚBLICO PEDE RECONSIDERAÇÃO E DEFENDE MARACANÃ PARA VASCO X BOCA JUNIORS

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro entrou na disputa judicial pelo local da semifinal da Copa Sul-Americana entre Vasco e Boca Juniors. Em manifestação apresentada ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, pediu a reconsideração da decisão que suspendeu a autorização para a realização da partida no Maracanã, marcada para o dia 20 de outubro, às 21h30.

O documento defende que o estádio reúne as condições mais adequadas para receber o confronto, principalmente em relação à segurança pública, mobilidade urbana, infraestrutura e organização das torcidas. O Ministério Público cita avaliações da Polícia Militar, que apontaram o Maracanã como a opção preferencial para o evento.

A concessionária Fla-Flu Serviços S.A. havia negado o pedido do Vasco para utilizar o estádio, alegando questões relacionadas à manutenção e às condições do gramado. Posteriormente, uma decisão judicial autorizou a realização do jogo no Maracanã, mas uma liminar concedida após ação da concessionária suspendeu os efeitos dessa determinação.

Na manifestação, o Ministério Público também destaca que quase 50 mil ingressos já haviam sido comercializados, além da mobilização de torcedores de diferentes estados e da Argentina. Para o órgão, uma eventual mudança de estádio neste momento poderia gerar insegurança jurídica e dificuldades logísticas.

Outro ponto de preocupação é o prazo estabelecido pela Conmebol para a definição do local da partida. Segundo o documento, a entidade poderia transferir o jogo para outra praça caso o estádio não fosse confirmado dentro do período previsto.

Diante desse cenário, o Ministério Público solicita que a decisão seja reconsiderada e que volte a valer a determinação para que a concessionária disponibilize o Maracanã ao Vasco, respeitando as exigências técnicas, legais e de segurança.

Importante: o documento apresenta um pedido do Ministério Público. A manifestação, por si só, não representa uma decisão definitiva da Justiça sobre o local da partida.

Mais tarde, o perfil Podcast Cruzmaltino também abordou o assunto no X:

💢 MP PEDE VOLTA DO VASCO AO MARACANÃ E CRITICA NEGATIVA DA CONCESSIONÁRIA

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro pediu à Justiça que reconsidere a decisão que suspendeu a liberação do Maracanã para Vasco x Boca Juniors, pela semifinal da Sul-Americana, em 20 de outubro, às 21h30.

A manifestação é assinada pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, e dirigida ao desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, relator do mandado de segurança apresentado pela Fla-Flu Serviços.

O pedido é direto: restabelecer a decisão de Marco Antônio Ibrahim, que determinou a disponibilização do estádio ao Vasco em condições comerciais e operacionais isonômicas às oferecidas aos clubes que integram a concessionária, respeitadas as exigências legais, técnicas e de segurança.

SEGURANÇA ACIMA DOS INTERESSES PRIVADOS

Para o MP, a discussão ultrapassa questões patrimoniais e operacionais. Estão envolvidos segurança pública, mobilidade urbana, logística e proteção dos torcedores.

A petição destaca documentos da Polícia Militar que apontam o Maracanã como alternativa preferencial para a partida, considerando infraestrutura, acessibilidade e organização das torcidas.

Embora reconheça que o Nilton Santos também foi considerado apto pela PM, o Ministério Público sustenta que o Maracanã reúne as condições mais adequadas para esse confronto.

O tom é contundente: o MP classifica a postura da concessionária como de “absoluta insensibilidade” e afirma que colocar interesses privados, como a preservação do gramado, acima da segurança e da ordem públicas representa uma “absoluta inversão de valores”.

DEFESA DA DECISÃO FAVORÁVEL AO VASCO

O Ministério Público também enfrenta os questionamentos à decisão de Ibrahim.

Sustenta que a atuação do presidente da 23ª Câmara de Direito Privado foi válida diante da urgência e do afastamento do relator original, que estava de férias. Defende ainda que, em situações urgentes, a manifestação da outra parte pode ocorrer depois da decisão inicial.

Ou seja: o MP contesta os fundamentos utilizados para suspender a autorização.

MAIS DE 46 MIL INGRESSOS CITADOS NA PETIÇÃO

Outro ponto central é a situação dos torcedores. Segundo o documento, a venda já havia ultrapassado 46 mil ingressos.

O MP ressalta que a comercialização começou quando a decisão favorável ao Vasco estava em vigor. Por isso, considera a operação legítima, amparada na boa-fé e na confiança na ordem judicial.

A manifestação também lembra os torcedores de outros estados que adquiriram passagens, a mobilização da torcida argentina e a organização da imprensa internacional.

Para o Ministério Público, retirar abruptamente a partida do Maracanã provoca insegurança jurídica e ameaça direitos dos consumidores.

URGÊNCIA PARA DEFINIR O ESTÁDIO

A petição informa que, no momento de sua elaboração, restavam menos de 24 horas para o prazo indicado pela Conmebol para a definição da sede, sob risco de deslocamento da partida para outra praça.

O MP pede, por isso, que a Justiça examine a reconsideração com a maior brevidade possível.

Atenção: esse documento é um pedido do Ministério Público, não uma nova autorização judicial. A liberação defendida na petição depende de decisão do Tribunal.

É uma manifestação institucional forte em favor da realização do jogo no Maracanã, com a segurança e os direitos dos torcedores no centro da discussão.

#Vasco #Maracanã #SulAmericana

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Fonte: SuperVasco‎‎‎‎‎‎

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