Gabriel Pec revela conselhos a Rayan: 'Vivi isso'

Gabriel Pec vai completar dois anos no LA Galaxy, da MLS. Teve tempo de descobrir descobrir novas atividades de lazer na Califórnia, se tornar um jogador mais maduro e ver de perto a preparação dos Estados Unidos para receber a Copa do Mundo. Tudo isso sem perder a paixão pelo Vasco e o contato com os antigos colegas do time, incluindo Rayan. Em uma exclusiva ao ge, o atacante falou sobre o momento que vive e os planos para 2026.

— Viver em Los Angeles é muito bom. É parecido um pouco com o Rio, melhor ainda que tem mais segurança, acho que isso é o que mais pesa. Fico muito feliz porque o clima é muito bom, tem praia, agora estou em um novo hobby que é surfar. Estou evoluindo. Depois do treino vou ali em Manhattan Beach, fico ali duas horinhas surfando de boa. Mas, claro, o foco principal é os gramados, estou super adaptado, pessoal do time super gosta e confia em mim. Me dão totais condições de eu desempenhar meu futebol. Muito feliz dentro e fora das quatro linhas — contou Pec.

A trajetória de Pec na Major League Soccer foi de altos e baixos até aqui. Na primeira temporada, Gabriel ajudou o Galaxy a levantar o título da Liga depois de dez anos e se tornar o maior campeão, com seis troféus. Ainda em 2024, ele foi eleito a melhor contratação do torneio, deixando Luis Suárez para trás.

Por outro lado, no ano passado, o LA Galaxy teve o segundo pior desempenho da Conferência Oeste e ficou fora dos playoffs - a fase final da MLS. Pec acredita que as duas experiências foram necessárias para que o time tivesse a chance de amadurecer e chegar mais preparado para 2026.

— Acho que vai ser um ano melhor. Sabemos que precisamos começar o ano voando, porque depois para correr atrás fica difícil. É uma temporada que estou mais maduro, então se Deus quiser eu tenho tudo para fazer um grande ano e repetir 2024 — disse.

Além das metas com o clube, ele também tem desejos pessoais em Los Angeles:

— Meu inglês ainda não está tão bom, mas esse ano eu tenho que focar nisso também, vou praticar mais com meus companheiros. E o espanhol também, vai que eu já saio daqui falando inglês e espanhol. Aí esquece!

Pec é cria da base vascaína, chegou ao clube com apenas oito anos e se despediu aos 22. Ele foi vendido ao Galaxy em janeiro de 2024, por 10 milhões de dólares, cerca de R$ 49 milhões na cotação da época. Mesmo nos Estados Unidos, ele garante que não deixa de acompanhar o clube de sua infância.

Assistiu aos jogos da Copa do Brasil e sofreu com o resultado na final contra o Corinthians. Entretanto, o atacante garante que o sentimento é de otimismo com o futuro do clube que ainda é casa para ele. Pec ressalta que o Vasco está em boas mãos, que podem ajudar muito o time e os torcedores.

— Ainda falo com alguns companheiros e funcionários também. O Vasco sempre foi uma família, independente dos resultados. Estou otimista porque estou vendo que pessoas de confiança, que amam o clube, estão chegando na diretoria, mudando o Vasco. Falo mais pela torcida também, que merece muito um título. A gente sabe o tamanho do clube e o quanto ele merece voltar a prateleira de cima. Eu creio que o Vasco vai engrenar e se Deus quiser vai crescer ano após ano — afirmou Pec.

A boa relação com o antigo clube permite que Gabriel acompanhe amigos que vivem processos parecidos com o dele. Segundo Pec, crescer na base e chegar ao profissional tão jovem traz grandes desafios, como precisar desempenhar mais força e se manter firme psicologicamente. Ele contou que faz questão de estar disponível para ajudar os jogadores da base, por saber exatamente o que eles estão passando.

Em especial, um "fenômeno". Pec disse ter falado algumas vezes com Rayan no início da trajetória dele no time principal e ter aconselhado o jogador. Agora, comemora as vitórias do prodígio como se fossem suas.

— Chegar já é difícil, mas se adaptar e se manter é mais ainda. Então quando alguém se mantém, se destaca, poxa é como se fosse eu. Lembro de conversar com o Rayan, porque ele estava vivendo altos e baixos. E eu falei “Irmão, eu vivi isso”. O que eu falo para ele é que só continue, trabalhando e focado. Ele é um fenômeno, daqui a pouco vai estar brilhando na Europa, na Seleção. Não só ele, mas todo menino da base se eu puder ajudar de alguma forma, conversar.

O tempo em Los Angeles permitiu que Gabriel Pec conhecesse de perto um dos palcos que vai receber a Copa do Mundo, em junho deste ano. No SoFi Stadium, representante da cidade entre os estádios do torneio, ele não jogou, mas esteve lá como torcedor, em jogos de futebol americano e do futebol como conhecemos.

Com o Galaxy, ele também teve a chance de conhecer alguns craques que atuam na seleção anfitriã e estarão na Copa. O destaque de Pec é para Diego Luna, meia do Real Salt Lake e camisa 10 da seleção treinada por Pochettino (ex-PSG).

Ele ainda garante que o Brasil terá uma vantagem nos jogos realizados nos Estados Unidos: o clima quente, parecido com o que temos na maior parte do território brasileiro. Para Pec, a Copa será uma grande chance de mostrar ao mundo o desenvolvimento do futebol no país.

— É uma evolução constante. Os Estados Unidos vêm crescendo no futebol, investido muito. A seleção deles vem forte também. Não como favorita, mas é uma seleção que tem crescido Copa após Copa. Vejo de perto jogadores que jogam contra mim, tem grandes atletas, individualmente falando. Traz visibilidade, muitas pessoas acham as vezes que é uma liga de aposentados (MLS). Mas acho que cada vez mais a gente vê que não é verdade, porque clubes do Brasil estão buscando jogadores aqui para se destacar no Brasileirão. Assim como jogadores querem vir para a MLS. Estou muito feliz de ser aqui, trazer esse holofote — avaliou Gabriel Pec.

Fonte: ge

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