Especialista jurídico detalha fases para o desfecho da SAF do Vasco
A negociação para a venda da Vasco da Gama SAF avançou para sua quarta e última etapa: a fase de concretização. De acordo com análise do especialista em Direito Empresarial, o professor José Humberto, o processo de transferência do controle para Marcos Faria Lamacchia está sendo estruturado para oferecer total segurança jurídica ao clube, com a expectativa de que o martelo seja batido entre os meses de março e abril de 2026.
Neste momento, as tratativas focam na assinatura do Memorando de Entendimento (MoU). Este documento funciona como um “sinal verde” jurídico, onde as partes firmam compromissos mútuos e formalizam os termos da proposta que já foram alinhados previamente. Após a assinatura desse memorando, o Vasco seguirá os ritos de transparência, levando a proposta para análise dos conselheiros e, posteriormente, para a votação dos sócios em assembleia.
A estratégia para destravar a arbitragem
Um dos pontos mais relevantes para acelerar o negócio é a resolução do impasse com a A-CAP (que substituiu a 777 Partners). A estratégia desenhada envolve a própria Vasco SAF fazendo a aquisição das ações que hoje estão em litígio na arbitragem. Estima-se que o valor para encerrar essa disputa gire entre R$ 60 milhões e R$ 90 milhões, o que permitiria ao clube unificar todas as ações e negociar o pacote completo com o novo investidor.
Ao adquirir essas cotas diretamente, o Vasco encurta o caminho para Marcos Lamacchia, que não precisaria negociar separadamente com os antigos sócios americanos. Esse movimento é visto como uma solução jurídica inteligente para desatar o “nó” da arbitragem e entregar uma estrutura limpa para o novo dono, facilitando também o cumprimento das obrigações da Recuperação Judicial.
Investimento bilionário e metas estruturais
A proposta de Marcos Lamacchia deve girar em torno de R$ 2 bilhões ao longo de cinco anos. O objetivo do empresário é adquirir até 90% das ações da SAF, o limite máximo permitido. O aporte financeiro será fundamental para que o Vasco consiga honrar suas despesas recorrentes, como a folha de pagamento, além de possibilitar investimentos pesados na contratação de jogadores e melhorias estruturais.
Apesar do sigilo necessário devido a cláusulas de confidencialidade (NDA), o clima é de otimismo para uma definição rápida. O entendimento é que a entrada de um investidor com expertise no mercado financeiro trará a saúde econômica necessária para que o Gigante da Colina recupere seu protagonismo de maneira sustentável. O desfecho da venda é aguardado com ansiedade pela torcida para encerrar o período de incertezas administrativas.
Fonte: Papo na Colina
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