Empresa de Lamacchia é escolhida como base e ganha o direito; entenda

O Vasco deu um passo importante para sacramentar a venda da nova SAF ao empresário Marcos Lamacchia. Na terça-feira, o clube entrou com processo na Justiça do Rio de Janeiro para fazer uma alienação judicial (a venda forçada de um bem com objetivo de pagar dívidas) da unidade que representa 90% das ações da nova SAF.

A Almirante Participações e Empreendimentos S.A., empresa de Marcos Lamacchia, está colocada no edital do clube como "stalking horse bidder".

Apesar do termo pouco usual, a função é comum em negociações que envolvem empresas em recuperação judicial, como é o caso do Vasco.

O stalking horse bidder é uma empresa escolhida pelo administrador principal (no caso, o Vasco) para servir como base para todas as propostas em uma disputa de ações. Apesar de o clube e Marcos Lamacchia terem acordo encaminhado, o Vasco é obrigado por lei a abrir concorrência pelo controle da nova SAF na Justiça.

Em razão da negociação em andamento, a empresa de Lamacchia foi escolhida como a base. Assim, ela ganhou o direito de fazer uma primeira oferta - assim, precificando a SAF e evitando valores abaixo do que o clube gostaria - e a preferência de igualar qualquer outra proposta que o Vasco possa receber de outra companhia nas próximas semanas. A data-limite para concluir a negociação é o dia 30 de setembro.

A oferta é de um aporte de, no mínimo, R$ 650 milhões, valor que seria dividido em investimentos para reforços, CT para o time principal e melhorias na base, além de assumir as dívidas do clube por pelo menos 10 anos.

Em resumo, a Almirante Participações, de Lamacchia, é a "régua" nesse momento de avanço da venda da SAF. No edital, ficou definido que o Vasco terá que pagar R$ 50 milhões ao empresário caso negocie o controle do futebol para outra empresa.

Empréstimo da Crefisa

Em outubro do ano passado, o Vasco recebeu R$ 82 milhões da Crefisa, empresa de Leila Pereira, em um empréstimo DIP, destinado a empresas em recuperação judicial. Caso Lamacchia assuma a SAF, esse valor será convertido em capital da nova SAF.

Se Lamacchia não for o investidor, o Vasco deverá pagar esse valor de forma integral ao empresário ou à Crefisa.

Fonte: ge

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