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'Docudrama' sobre Camisas Negras tem data para estrear

A história do Vasco campeão carioca de 1923, um marco na inclusão de jogadores negros no futebol, será contada nas telonas. O filme 'Camisas Negras', dirigido por Jefferson Mello, chega aos cinemas em 19 de novembro, véspera do Dia da Consciência Negra. A produção narra a trajetória da equipe que enfrentou exclusão social e racial imposta pelas elites do futebol carioca da época.

Após vencer o campeonato de 1923, o Vasco recusou-se a se submeter à Associação Metropolitana de Esportes Athleticos (AMEA), que rejeitava jogadores por suas origens. Este ato ficou conhecido como a Resposta Histórica. No filme, a saga é retratada pelos personagens Nelson da Conceição e Cecy, vividos por Sérgio Malheiros e Juan Paiva. Bruno Mazzeo interpreta José Augusto Prestes, presidente do Vasco responsável pelo documento histórico.

Nelson, primeiro goleiro negro do clube e da seleção brasileira, era motorista; Cecy trabalhou no comércio e na indústria. Ambos representavam a classe operária e encontraram no futebol uma chance de carreira profissional promovida pelo clube.

O longa mistura dramatização com trechos documentais, recriando uniformes e jogos da época. A equipe percorreu América do Sul e Europa para entrevistar pesquisadores e torcedores sobre racismo no futebol. Mello buscou provocar reflexão ao mostrar que preconceitos passados ainda persistem.

Durante dois anos de pesquisa para o filme, Mello registrou grupos radicais na Europa. Ele relata dificuldades enfrentadas nas filmagens na Polônia: "No jogo do Legia Varsóvia, fui ameaçado ao tentar filmar a torcida", conta o diretor.

Com informações do Extra Online.

A obra retrata a histórica conquista do Campeonato Carioca de 1923 pelo Vasco, com uma equipe formada majoritariamente por jogadores negros e operários. Conhecidos como 'Camisas Negras', esses atletas enfrentaram o racismo e o elitismo das equipes rivais na época.

Um dos pontos altos do filme é a 'Resposta Histórica' de 1924, quando o então presidente José Augusto Prestes optou por manter os atletas negros no elenco, resistindo às pressões externas.

Além das reconstituições ficcionais, a produção incorpora depoimentos e entrevistas realizadas em diversos países da América do Sul e Europa para discutir a persistência do racismo no futebol atual.

Foto: Guto Costa/Divulgação

Fonte: SuperVasco‎‎‎‎‎‎

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