Diretoria está disposta para ir à Londres e resolver sobre Richarlison

⚠️ Sobre a “Lei Webster”, que tem sido utilizada para pautar o possível movimento de Richarlison na justiça, vale detalhar de acordo com ouvi de um advogado desportivo:

Richarlison está fora do período protegido da FIFA porque assinou em 2022 e já se passaram os 3 anos. Então o atacante até pode tentar romper o contrato, mas não significa que sairia de graça. Se entenderem que foi sem justa causa, a FIFA pode interpretar que há margem para ter indenização para o Tottenham.

Só que o caso pode ser baseado de outra forma. O Tottenham não o inscreveu na Premier League, tirou Richarlison do elenco principal e o colocou pra treinar com o Sub-21. Aí a discussão muda de figura pois não é simplesmente “o treinador não está escalando”. O clube está efetivamente afastando o jogador da atividade esportiva principal.

Isso dá argumento suficiente para discutir justa causa. Não quer dizer que o atacante brasileiro ganha automaticamente. O Tottenham pode alegar que foi o próprio Richarlison que pediu pra sair.

E, quando o Everton fez uma proposta pelo atacante, o Tottenham aceitou, mas o brasileiro discordou da condução e negou. O Spurs pode afirmar: “Você pediu para sair, eu aceitei uma proposta por você e você não quis. Não me restou alternativa”. De Zerbi, técnico do Tottenham, falou sobre:

1. https://oglobo.globo.com/google/amp/esportes/futebol-internacional/noticia/2026/09/04/tecnico-do-tottenham-diz-que-richarlison-nao-aceitou-oferta-do-everton.ghtml

2. https://ge.globo.com/futebol/futebol-internacional/futebol-ingles/noticia/2026/09/04/richarlison-fica-fora-da-lista-do-tottenham-para-a-premier-league.ghtml

3. https://theguardian.com/football/2026/sep/04/premier-league-news-manchester-united-everton-aston-villa-manchester-city-tottenham

Entretanto juridicamente começa a ficar uma briga mais plausível para Richarlison, mesmo sendo “guerra”. O jogador pode alegar que o Tottenham recusou a proposta do Trabzonspor, da Turquia, de cerca de 20M de euros. Ao mesmo tempo o Tottenham também se sente seguro. Richarlison treinou com o grupo nesta semana, segundo relatos dos jornais ingleses, e a temporada não tem jogos o suficiente para constatar que ele participou de menos de 10% das partidas oficiais do clube.

https://football.london/tottenham-hotspur-fc/transfer-news/richarlison-tottenham-transfer-situation-gets-34596343

E O VASCO?
E depois do caso Diarra (https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2026/06/08/lassana-diarra-chega-a-acordo-com-fifa-sobre-direitos-de-transferencia.htm) também mudou bastante a situação de quem contratar o atleta. O clube fica mais protegido, tendo a ação somente entre o jogador e ex-clube.

Antes o novo clube entraria automaticamente na responsabilidade pela rescisão. O Tottenham, agora,  teria que demonstrar que o Vasco, por exemplo, efetivamente induziu o jogador a romper. O que não é o caso.

Então, falar que ele simplesmente “usa a Lei Webster e sai de graça” está equivocado. A discussão existe e é complexa, com os 2 lados tendo bons argumentos. Mas o combo “não inscrição + afastamento do profissional + treino com Sub-21 + estar fora do período protegido” dão, sim, bastante material jurídico pra ele pressionar o Tottenham e eventualmente discutir uma rescisão por justa causa. O que não significa que isso se resolverá em 2 dias. É uma batalha jurídica.

“RICHARLISON VEM?”
Diante do cenário apresentado, o Vasco segue monitorando e com a proposta de pé por Richarlison. O clube está disposto e pronto até para viajar para Londres e resolver a questão.

Internamente e pessoas ligadas à operação acreditam que o melhor caminho segue sendo a compra com o Tottenham, convencendo Richarlison de que a rescisão unilateral não seria o ideal para o negócio e pelo tempo restante de janela. O Vasco, como já informei, estaria aberto a colocar uma cláusula de liberação flexível para convencer Richarlison a assinar o contrato de 4 anos e, caso receba propostas vantajosas em 2027, siga sua carreira.

Seguiremos acompanhando. #CanaldoPedrosa

Fonte: X do jornalista Lucas Pedrosa‏

Mais Recentes