Diogo Dantas: Clubes temem sobre novas medidas da CBF
Clubes da Série A do Campeonato Brasileiro estão divididos sobre a nova regra da CBF que visa reduzir gradualmente o número de jogadores estrangeiros em partidas até 2030. Flamengo e Bahia, por exemplo, se opuseram à medida, argumentando que isso pode inflacionar o mercado nacional e dificultar contratações na janela do meio do ano.
Apesar de ter votado a favor, o Palmeiras também expressou preocupações, sugerindo que a CBF deveria focar em melhorar a qualificação dos treinadores.
Em contrapartida, o Sindicato dos Atletas do Rio (SAFERJ) apoia uma aplicação ainda mais rígida, propondo a exclusão de estrangeiros nas categorias de base e nas Séries C e D.
A CBF defende que a restrição abrirá espaço para jogadores das categorias de base e fortalecerá o futebol brasileiro. A entidade usou dados comparativos internacionais para embasar sua decisão, citando exemplos como a Espanha, onde há limites para jogadores extracomunitários.
Desde 2013, o Brasil vem aumentando progressivamente o número de estrangeiros permitidos por partida. No entanto, com a nova regra, esse número deve cair novamente para cinco até 2030. Atualmente, são permitidos nove estrangeiros por jogo.
Ajuste gradual
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) vem ajustando gradualmente o limite de jogadores estrangeiros que podem ser relacionados por partida nas competições nacionais. O número, que era três em 2013, subiu para cinco em 2014 e alcançou nove em 2024, patamar atual.
No entanto, a previsão é de uma redução gradual até 2030, quando o limite voltará a ser cinco. Em 2027, serão permitidos oito estrangeiros por jogo; sete em 2028; seis em 2029; e finalmente cinco em 2030.
Paralelamente, a presença desses jogadores tem crescido na Série A do Campeonato Brasileiro. Em 2022, foram registrados 95 estrangeiros atuando na competição. J
á em 2025, esse número saltou para 162 e até o momento em 2026, já são contabilizados 146 atletas com mais ainda aguardando estreia.
A média atual de estrangeiros relacionados por partida é de 5,4, conforme análise feita sobre 219 jogos. Além disso, mudanças estão previstas para a lista de inscritos dos clubes.
O total continua sendo de até 50 atletas por clube, mas com divisões entre Lista A e Lista B. A partir de 2027, haverá ajustes na quantidade permitida: inicialmente serão 30 vagas na Lista A (para jogadores acima de 23 anos) e 20 na Lista B (Sub-23), passando para uma distribuição igualitária de 25 vagas para cada lista até o ano de 2030.
Com informações do jornalista Diogo Dantas, do Globo Online.
Gringos no elenco vascaíno
O Vasco da Gama aposta na diversidade internacional com 11 jogadores estrangeiros no elenco principal de 2026. Entre os reforços, estão zagueiros como Carlos Cuesta e Alan Saldivia, ambos da Colômbia e Uruguai, respectivamente. O setor defensivo também conta com o lateral-direito Puma Rodríguez, do Uruguai.
No meio de campo, o Vasco traz talento argentino com Santiago Sosa e Alan Lescano, enquanto Johan Rojas, da Colômbia, complementa a criação no meio. No ataque, a equipe é reforçada por Andrés Gómez e Marino Hinestroza, ambos colombianos. A linha de frente é ainda fortalecida pelos argentinos Facundo Colidio e Claudio Spinelli, além do português Nuno Moreira.
Embora a regra geral exija quatro anos de residência no Brasil, esse prazo pode ser reduzido se o atleta tiver filhos brasileiros ou se destacar profissionalmente. A mudança pode impactar diretamente na composição dos elencos, permitindo maior flexibilidade para a entrada de novos talentos internacionais.
| Jogador | Nacionalidade | Posição |
|---|---|---|
| Carlos Cuesta | Colômbia | Zagueiro |
| Alan Saldivia | Uruguai | Zagueiro |
| Puma Rodríguez | Uruguai | Lateral-direito |
| Santiago Sosa | Argentina | Volante / Meia |
| Alan Lescano | Argentina | Meia |
| Johan Rojas | Colômbia | Meia |
| Andrés Gómez | Colômbia | Atacante |
| Marino Hinestroza | Colômbia | Atacante |
| Facundo Colidio | Argentina | Atacante |
| Claudio Spinelli | Argentina | Atacante |
| Nuno Moreira | Portugal | Atacante |
Há a possibilidade do jogador se naturalizar para se encaixar no perfil?
De acordo com o portal VDG-Cast, a recente alteração no limite de jogadores estrangeiros nos clubes do Brasil pode incentivar alguns atletas a considerarem a cidadania brasileira. Entre eles, o uruguaio Puma Rodríguez, que atua no Vasco e já está no país há mais de três anos.
Para se naturalizar, um jogador precisa ter residência autorizada por prazo indeterminado, falar português fluentemente e não ter condenações penais. Em geral, o tempo mínimo exigido é de quatro anos vivendo no Brasil, mas esse período pode ser reduzido em algumas situações, como ter filhos brasileiros ou se destacar profissionalmente.
Puma Rodríguez atende aos requisitos necessários e pode iniciar o processo para obter a cidadania brasileira.
Fonte: SuperVasco
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