Como pode ser o futuro do ataque do Vasco sem Vegetti? Jornalista responde

É natural que a saída de um artilheiro como o argentino Pablo Vegetti deixe o torcedor do Vasco receoso quanto ao futuro do time. O argentino de 37 anos, que faz seu 38° aniversário em outubro, marcou 60 gols em 140 jogos pelo clube, estimo que 30% em cabeçadas salvadoras, mais uns 15% em cobranças de pênaltis. Pouco importa: nas últimas três edições do Brasileiro, a média de 0,40 gol por jogo fez do Pirata o super-herói da torcida, que dribla a sensação de orfandade com a esperança na permanência de Rayan por mais um tempo e no sucesso do já contratado Brenner, de 26 anos, vindo da Udinese.

Em sua terceira edição da Série A do Brasileiro como profissional, a primeira sob direção de Fernando Diniz, Rayan mais do que triplicou a minutagem, repetindo o crescimento do ano anterior. Jogou por 265 minutos em 2023, foi para 846 em 2024 e fechou 2025 com 2.844. Fez três jogos como titular no primeiro ano, sete no segundo e 32 no terceiro, quando passou de um gol marcado para 14. Superou a média de 0,40 de Vegetti e, por ser um jogador de 19 anos que só completará 20 em agosto, confirmou as expectativas de que será mesmo um “fora da curva”. A curva é claramente evolutiva.

Brenner, que fez 26 anos na sexta-feira (16), deixou o país em 2021, aos 20 anos, para jogar no Cincinnati, da MLS. Era revelação do time do São Paulo, dirigido por Diniz, e havia marcado onze gols (com três assistências) em 27 jogos — 21 como titular. E sabem quanto isso dá de média? Exatos 0,40 gol por jogo — a mesma de Vegetti e Rayan, e significa algo perto de um gol a cada dois jogos disputados. Foi comprado pela Udinese, onde jogou por uma temporada e meia, sendo cedido ao clube americano. De volta à MLS em 2025, fez seis gols em dez jogos (0,6) — uma assistência.

Não é centroavante de origem, mas consegue fazer um jogo associado que pode dar ao Vasco um pouco mais de refino na fase ofensiva. Principalmente se Diniz conseguir utilizar a trajetória de Brenner no convencimento para a permanência de Rayan — ao menos até o segundo semestre. A manutenção da estrutura do time talvez possa ser o grande trunfo do Vasco para a temporada. Até que se descubra em São Januário um artilheiro que possa aumentar essa média de 0,40 mantida desde a passagem de Cano, em 2022 — e que não é ruim. Nas últimas seis edições do Brasileiro, o artilheiro oscilou entre 0,51 e 0,63 gol por jogo.

Fonte: Blog Gilmar Ferreira - Extra

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