Como o Mauricio Lemos perdeu prestígio e foi para o 'fim da fila' de Diniz
Quando foi contratado no início do ano, Mauricio Lemos chegou ao Vasco com status de titular e de solução para os problemas defensivos recorrentes no time na última temporada. Oito meses depois, o defensor soma apenas nove partidas pelo clube e sequer foi relacionado para a partida contra o Santos, neste domingo, por opção técnica de Fernando Diniz.
Atualmente, o defensor está no fim da fila das opções defensivas do treinador. Nem mesmo a saída de João Victor, negociado com o CSKA Moscou, foi o suficiente para o uruguaio ser cogitado para o time titular. Diniz relacionou três zagueiros de ofício para o confronto: Lucas Freitas, Lucas Oliveira e Luiz Gustavo. Além deles, Hugo Moura também é frequentemente utilizado na linha de zaga e é uma das opções preferidas de Diniz.
Lemos foi anunciado pelo Vasco no dia 10 de janeiro deste ano, contratado para ser o xerife da defesa e com boas credenciais. À época, Fábio Carille ligou para Felipão durante as negociações para buscar referências e ouviu muitos elogios a respeito do uruguaio.
As expectativas com a chegada do zagueiro, no entanto, nunca se concretizaram. O banho de água fria aconteceu logo com a demora para sua estreia. Os problemas físicos já vinham assolando Lemos desde o ano passado no Atlético-MG, clube em que teve poucos minutos em 2024. Desse modo, o Vasco esticou sua pré-temporada e adotou cautela para mandá-lo a campo.
Sua estreia no time titular do Vasco aconteceu somente na primeira partida do time no Brasileiro, na vitória sobre o Santos, por 2 a 1, no dia 30 de março. Ali, receberia sua sequência como titular da equipe e iniciaria as partidas contra Melgar e Puerto Cabello, pela Sul-Americana, mas logo sofreria uma fratura na costela que o afastaria dos gramados por mais de um mês.
Quando voltou à lista de relacionados, o treinador já era Fernando Diniz. Sua primeira partida com o novo comandante vascaíno foi na vitória por 3 a 0 sobre o Fortaleza, quando entrou nos acréscimos da etapa final.
Com Diniz, o uruguaio não emplacou. Mais lento do que João Victor e Lucas Freitas, ele teve dificuldades para jogar na linha alta de marcação do treinador. A partida contra o Santos não é a primeira que o zagueiro é preterido da lista de relacionados por opção. Diante do Grêmio, em São Januário, ele e Puma haviam ficado ficaram fora por escolha do treinador.
- Já falei que foram uma escolha minha (as ausências) do Puma e do Maurício Lemos, pelo que enxerguei nos treinamentos. Resolvi deixar de fora, não vou me alongar em relação a isso - disse Diniz à época.
Além da dificuldade para atuar no sistema de jogo do treinador, Lemos também acumulou falhas que fizeram com que perdesse ainda mais espaço no Vasco, principalmente na goleada por 4 a 0 sofrida para o Independiente del Valle, em Quito, e na derrota por 3 a 2 para o Mirassol, pelo Brasileirão. Em votações realizadas no ge, o zagueiro levou uma das piores notas em ambas as partidas.
Ao todo, foram cinco partidas com Fernando Diniz - apenas duas iniciando como titular. Sem que o jogador conseguisse emplacar e com a saída de João Victor, o Vasco voltou ao mercado em busca de um novo zagueiro, uma prioridade da diretoria na janela de transferências. Carlos Cuesta, do Galatasaray, é o principal alvo neste momento. As negociações estão avançadas.
Fonte: ge
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