Com apenas cinco jogos, Rayan é apontado por jornal como um dos mais temidos

Rayan tem apenas cinco jogos de Premier League, mas apresentou o suficiente para assustar a imprensa local. O termo é esse mesmo, tanto que Michael Cox, colunista do jornal inglês "The Athletic" tratou o ex-vascaíno como "um dos atacantes mais temidos" da liga nacional.

Cox entende que o Bournemouth não descobriu a pólvora ao contratar um jogador que já estava no radar de grandes europeus, mas destacou o fato de o clube ter sido corajoso em acreditar que valia pagar 25 milhões de euros (R$ 151 milhões) num jovem de 19 anos.

"Não se tratava de descobrir Rayan, tratava-se de acreditar nele. O Bournemouth arriscou enquanto outros hesitaram. E, pelas evidências até agora, parece que fizeram um ótimo negócio. Muitos temeram pelo Bournemouth quando perderam Antoine Semenyo para o Manchester City, uma saída marcada por um memorável gol da vitória nos acréscimos contra o Tottenham, mas essa foi, na verdade, a primeira vitória do Bournemouth em 12 jogos.

Semenyo não era o problema, mas talvez o time tivesse se tornado dependente demais dele. A chegada de Rayan para substituir Semenyo revitalizou a equipe, com aproximadamente metade do valor da transferência ainda disponível" , diz Cox no início de sua coluna.

Rayan tem dois gols e uma assistências, mas a possibilidade de gerar jogo, mesmo atuando como um ponta e não centralizado, chamou muito a atenção do jornalista.

"Certo, estamos apenas na quinta rodada — e contra o West Ham e o Sunderland, Rayan não contribuiu com gols em dois empates. Mas, no último jogo, a frequência com que o Bournemouth buscou o brasileiro para criar jogadas de ataque foi reveladora. Sempre que o goleiro Djordje Petrovic tinha a bola, ele chutava para Rayan, em vez de para o centroavante do Bournemouth.

Faz sentido. Rayan é formidável no jogo aéreo; seu gol contra o Everton veio quando ele chegou na hora certa para cabecear com força no segundo poste. E se ele não parece um ponta nato, é porque não é. Considerado mais um centroavante no Brasil, ele está sendo testado pelos lados do campo, em parte porque é onde o Bournemouth tem uma vaga".

Michael Cox destaca que Rayan foi bem tanto pela direita, com o pé trocado, tanto quando foi puxado para a esquerda.

"Nas posições centrais do ataque, Andoni Iraola pode escolher entre Eli Junior Kroupi, Evanilson, Justin Kluivert e Enes Unal, e às vezes — como aqui — ele usa apenas um, mais um meia-atacante logo atrás. Então Rayan está pelos lados. Sua estreia foi como substituto pela esquerda, fora de casa contra o Wolves, onde driblou para dentro da área e tocou rasteiro para Alex Scott marcar. Sua primeira partida como titular foi pela direita no fim de semana seguinte, contra o Aston Villa, quando invadiu a área, deixando Lucas Digne para trás, e chutou forte no canto mais próximo".

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O jornalista ainda citou a explosão de Rayan, associou a potência dos chutes às protuberantes panturrilhas e também citou uma qualidade que dificilmente se observa num canhoto: a facilidade para bater com o pé mais fraco. Valorizou também o fato de Rayan não ser, em sua visão, um jogador firuleiro.

"Ele é explosivo em curtas distâncias. Seus chutes de longa distância têm uma potência tremenda, graças aos seus consideráveis ​​músculos da panturrilha. Ele cruza bem e é bom batedor de faltas. É predominantemente canhoto, mas também se sente à vontade para atacar pela lateral e usar o pé direito.

Como se espera de um atacante brasileiro, ele tem alguns dribles na manga, frequentemente tentando driblar os defensores com uma rápida combinação de direita e esquerda para desequilibrá-los. Mas não há nenhum sinal de exibicionismo. Rayan preza pela eficiência, o que nem sempre acontece com jovens talentos vindos da América do Sul".

Nascido em 3 de agosto de 2006, Rayan, em grande momento no Bournemouth, tem contrato com o clube até 30 de junho de 2031.

Fonte: ge

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