Ao ser apresentado, Garré diz: 'Era o que eu queria para minha carreira'
Novo reforço do Vasco, Benjamín Garré foi devidamente apresentado na tarde desta quinta-feira, em coletiva de imprensa no CT Moacyr Barbosa. Ele destacou o acertou o acerto com o clube, reconheceu que "o clima é diferente" da Rússia, onde defendia o Krylya Sovetov, e disse que era isso que projetava para a carreira neste momento.
- Estou treinando cada vez melhor todos os dias. O clima é diferente, obviamente vou levar tempo para conhecer meus companheiros e o treinador, mas o mais importante é que eu me adapte o mais rápido possível - disse em uma das primeiras respostas.
"Sou consciente de que chego a um clube gigante, com uma dimensão muito grande. É o que eu queria para minha carreira, um desafio dessa magnitude", completou.
Aos 24 anos, o jogador argentino acredita que chega ao Vasco em "um momento de maturidade e experiência".
- Argentina e Brasil vivem o futebol de uma maneira muito similar. Sou consciente de como se vive o futebol aqui. Como disse, era o que eu queria para esse momento da minha carreira, sinto que vivo um momento de maturidade e experiência. Sobretudo, tenho vontade de conquistar meu lugar. Dentro e fora de campo, minha tarefa vai ser ajudar a equipe e dar o melhor de mim - disse.
Por Garré, o Vasco vai pagar 2,5 milhões de euros (R$ 14,2 milhões) fixos ao Krlykya Sovetov, além de uma variável de 1 milhão de euros (R$ 5,7 milhões) caso ele alcance algumas metas de desempenho.
Garré passou pela base do Manchester City, da Inglaterra, onde ficou do Sub-17 até o Sub-21. Antes, atuou no Vélez Sarsfield. Em 2020, ele foi comprado pelo Racing, da Argentina, até ser emprestado para o Huracán, no qual se destacou e chamou a atenção do time russo.
No Krylya, Garré disputou 58 jogos, com 13 gols marcados e quatro assistências.
Leia mais sobre a coletiva de apresentação de Garré:
Família "boleira"
- É um ponto a favor, minha família me ensinou desde pequeno como viver com o futebol. Meu avô foi campeão do mundo com a Argentina em 86, meu pai foi jogador, dois irmãos, o irmão da minha mãe também. Quanto a isso, sinto que é um ponto a favor. Minha família acompanha. Eles também estão felizes por que estar numa equipe tão grande, é bom ter a família acompanhando o meu trabalho.
Experiência no Manchester City
- Cheguei com 16 anos, fiquei três anos e meio. No ano seguinte passei para o sub-23, comecei a pré-temporada com a primeira equipe no comando de Pep. Sempre que falo dele... como treinador, está à vista de todo mundo o que ele é. Mas eu fico com a parte pessoal. Comigo, sempre foi maravilhoso. Tanto ele quanto o Arteta, que era seu auxiliar antes de treinar o Arsenal. Nesses anos, ganhei muita experiência e aprendi muito como jogador. Foi um grande passo. Hoje em dia, lembro com carinho. Tenho 24 anos, sou muito jovem, agora tenho que pensar no Vasco e nada mais.
Como chega fisicamente?
- Os treinos com o Krylya foram um pouco prejudicados por causa da negociação com o Vasco. A negociação estava em curso, estava com muita vontade de vir logo. Queria me comportar de maneira mais profissional possível quanto ao Krlylya, que tinha o meu passe, e quanto ao Vasco, que tinha intenção de me contratar. O foco estava em me preparar, fosse para ficar no Krylya ou não. Nesses últimos dias, num clima novo e companheiros novos, isso pode levar tempo. Mas, como disse, minha ideia é vir todos os dias, conhecer os companheiros, o clube, e assim a adaptação será secundária. Quero me adaptar o mais rápido possível.
Onde prefere jogar e suas características
- Eu jogo pela direita. Quando comecei a carreira, jogava pela esquerda. Nas últimas temporadas no Krlylya joguei como meia-atacante, até como 9. Conversei com o treinador, disse que estarei disponível para onde ele precisar. O mais importante é a equipe. Darei meu máximo em qualquer posição, sempre vou estar pronto para ajudar minha equipe
- Eu gosto de ter a bola, do 1 x 1, de me associar com os companheiros. Mas também sou consciente de que a posição em que gosto de jugar é importante tomar decisões. Espero fazer a diferença.
Se acostumou ao clima?
- Primeiros dias, me custou um pouco. Senti um pouco, mas normal. Ontem e hoje, me sinto mais adaptado ao clima e cada vez melhor.
Jogadores que falam espanhol facilitam a adaptação?
- Da minha maneira de ser, acho que a língua é secundária. O importante é que a equipe se entenda no campo. Tive a possibilidade de conhecer meus companheiros, me deram as boas-vindas e agradeço a todos. O português é similar ao espanhol, também falo inglês. Mas, como disse, o mais importante é que a gente se entenda dentro do campo.
Presença na vitória do Vasco sobre o Botafogo
- Foi incrível. É complicado de falar com palavras. Atmosfera que se viveu nessa partida foi espetacular, desfrutei muito. Antes de chegar ao Vasco, muitas pessoas me disseram como era a torcida. Como jogador, eu aprecio muito e desfruto.
Fonte: ge
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