André Silva: Vasco teve que recorrer novamente à Almirante Participações
O Vasco conseguiu afastar o risco de um transfer ban ao pagar R$ 4,12 milhões à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) nesta segunda-feira. Para isso, o clube novamente contou com o apoio da Almirante Participações, ligada a Marcos Lamacchia, que tem interesse na aquisição da SAF do Vasco.
A operação levantou dúvidas sobre a possibilidade de novos empréstimos em meio a discussões judiciais sobre financiamentos adicionais. No entanto, decisões recentes indicam que endividamentos até R$ 5,9 milhões são permitidos sem exigência de relatórios preliminares. A Justiça apenas limita operações acima desse valor, mas não proíbe todos os novos financiamentos.
Uma decisão do Tribunal de Justiça em julho esclareceu que algumas comunicações ao juízo são informativas e fiscais e não requerem autorização judicial prévia para cada transação feita pela SAF. A fiscalização existe, mas não implica na administração direta da Vasco SAF.
Vale ressaltar que operações financeiras repetidas sob urgência podem ser analisadas mais detalhadamente caso exista indício de fracionamento artificial para contornar restrições judiciais.
O montante destinado ao pagamento da CNRD visou evitar uma penalização imediata ao clube, permitindo sua continuidade nas atividades esportivas. Não há evidências públicas até agora que indiquem descumprimento judicial por parte do Vasco ao buscar essa solução financeira.
Com informações do jornalista André Silva, do canal Podcast Cruzmaltino.
Decisões judiciais mostram que novo endividamento não significa, por si só, descumprimento da Recuperação Judicial
O Vasco conseguiu cumprir nesta segunda-feira a obrigação de R$ 4,12 milhões junto à CNRD e afastou o risco imediato de sofrer um transfer ban. Para viabilizar o pagamento, o clube recorreu novamente à Almirante Participações, ligada a Marcos Lamacchia, interessado na aquisição da SAF.
A operação levanta uma dúvida natural: o Vasco poderia buscar um novo empréstimo enquanto existe uma discussão judicial sobre novos financiamentos?
Pelas decisões atualmente conhecidas, sim.
Em 13 de agosto de 2026, a 4ª Vara Empresarial estabeleceu uma restrição para novos endividamentos superiores a R$ 5,9 milhões enquanto não fossem apresentadas informações preliminares de uma auditoria.
Posteriormente, na decisão de 21 de agosto de 2026, o próprio juízo reforçou que ainda seria possível contratar endividamento até R$ 5,9 milhões sem depender desse relatório preliminar.
Ou seja: a Justiça não proibiu todo novo endividamento do Vasco. A restrição foi estabelecida para operações acima desse limite.
Há ainda outro ponto importante. Em decisão de 31 de julho de 2026, o Tribunal de Justiça esclareceu que determinadas comunicações ao juízo possuem caráter informativo e fiscalizatório, não significando que cada negócio realizado pela SAF dependa de autorização judicial prévia. A conclusão de uma operação, como regra, não exige anuência do juiz, da Administração Judicial, do Ministério Público ou do watchdog.Em termos simples: a Justiça fiscaliza a Vasco SAF, mas não assumiu sua administração.
E vários empréstimos abaixo de R$ 5,9 milhões?
Aqui existe um cuidado importante. A decisão de 21 de agosto de 2026 criticou justamente a realização sucessiva de operações financeiras apresentadas sempre em situação de urgência.
Por isso, eventual fracionamento artificial de uma necessidade financeira maior em operações inferiores a R$ 5,9 milhões, com a finalidade de contornar a restrição judicial, poderia ser questionado pelo juízo e submetido a uma análise conjunta das operações.
Também não se deve confundir essa operação com o DIP de R$ 150 milhões, que possui estrutura, garantias e tratamento próprios dentro da Recuperação Judicial e continua sujeito a uma análise judicial mais profunda.Existe também uma diferença relevante quanto à finalidade: os R$ 4,12 milhões foram destinados ao pagamento de uma obrigação já existente perante a CNRD, evitando uma consequência esportiva imediata para a SAF, o transfer ban. Ou seja, é um valor utilizado para manter o clube (empresa) em pleno funcionamento. Esse contexto não elimina a necessidade de fiscalização da operação, mas ajuda a distingui-la de uma nova captação destinada a ampliar gastos ou financiar uma necessidade financeira genérica e que não diz respeito com a preservação da atividade fim da SAF: o futebol.
Assim, com os documentos públicos conhecidos até agora, não há elemento que permita afirmar que o simples fato de o Vasco ter recorrido à Almirante para viabilizar o pagamento dos R$ 4,12 milhões da CNRD represente descumprimento de ordem judicial.
A discussão futura poderá estar na forma como a operação foi estruturada e fiscalizada e não simplesmente no fato de o Vasco ter buscado novos recursos.
A Justiça autorizou a publicação de edital para iniciar o processo competitivo de venda da UPI Equity, representando 90% da nova SAF do Vasco , abrindo o "leilão" pelo controle da empresa, segundo o jornalista Gustavo Cunha.
Fonte: SuperVasco
-
0 David deve ser relacionado contra o Vitória -
0 Feminino Rival: Atlético-PI terá desfalque importante no jogo da volta -
-
0 Decisões, jogos pelo Brasileiro, Data Fifa... O calendário para setembro 📅 TOP -
0 Jornalista relata sobre David após acontecimento no CT TOP -
0 Hoje treinador, Souza revela gratidão pelo Vasco e fala sobre Coutinho TOP -
1 'Há expectativa de que o valor seja liberado ainda nesta semana' TOP -
0 André Silva: Vasco teve que recorrer novamente à Almirante Participações TOP -
0 Antônio Mello, referência da preparação física no Brasil, completa 79 anos 🎂 -
0 Sub-20: Parcial dos ingressos para Palmeiras x Vasco, 2° jogo da final -
0 Motivo do 'sumiço' de Rojas é revelado; meia está na pré-lista da Colômbia TOP