Análise: Vasco tem atuação sem sal contra o Barracas Central
A estreia do Vasco na Copa Sul-Americana foi de poucas emoções. O empate com o Barracas Central na Argentina tem poucos elementos para serem tirados a uma conclusão mais específica — o placar sem gols no Florencio Sola explica.
O time entrou em campo recheado de reservas e jogadores formados nas categorias de base. Nem Renato Gaúcho viajou: o treinador permaneceu no Rio de Janeiro para não perder dois dias de treinos com a espinha dorsal do elenco.
Nuno Moreira, Hugo Moura e Puma Rodríguez foram os escalados que jogam regularmente com o técnico, mas não são considerados titulares absolutos. Do trio, apenas o volante teve uma atuação positiva em relação à média da equipe.
Como já era de se esperar de um time praticamente novo atuando em conjunto, o Vasco passou dificuldade para criar chances. Com três zagueiros, a equipe superou poucas vezes a pressão inicial do Barracas Central na saída de bola. Mesmo assim, o time argentino não ameaçou muito a meta do goleiro Daniel Fuzato.
A atuação melhorou depois que JP passou a ser mais protagonista na saída de bola. O volante se aproximou dos zagueiros e fez a equipe andar da defesa para o ataque. Nuno Moreira, na teoria o outro responsável para fazer o time evoluir na parte tática, não esteve em noite inspirada e muitas vezes não dava continuidade às jogadas.
Diante de um time que, mesmo atuando com força máxima, tinha ainda mais dificuldade de criar chances — muito por causa da natural deficiência técnica —, o Vasco teve as melhores chances do primeiro tempo. O goleiro Espíndola parou cabeçada de Spinelli e chute de Avellar com boas defesas.
O segundo tempo trouxe um ritmo ainda menor. Com dois atacantes isolados, o Barracas quase sempre arriscava chutes de fora da área — a maioria deles para longe do gol. O lado brasileiro foi pelo mesmo ritmo, com a quantidade de chances diminuindo.
Uma nova possibilidade se abriu após a expulsão de Puig, que ficou menos de três minutos em campo até entrar de sola no tornozelo de Nuno. Com um a mais, o Vasco colocou Adson e Marino Hinestroza. O brasileiro perdeu um gol na cara, mas foi um elemento participativo na criação; o colombiano, mais uma vez, teve atuação para esquecer.
Já era de esperar, por todo o contexto de uma equipe completamente modificada, um Vasco com naturais dificuldades de criação. Com exceção de atuações individuais de nomes como JP e Hugo Moura, bem para travar chance clara do Barracas, é pouco provável que essa estreia tenha colocado alguma pulga atrás da orelha de Renato Gaúcho quanto a mudanças no plantel principal da equipe.
Fonte: ge
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