Análise: Spinelli passa a frente de atacantes no Vasco e ganha confiança
Apesar da classificação bem encaminhada, o jogo no Mangueirão demorou a ficar com a cara do Vasco. O primeiro tempo foi marcado por problemas tanto ofensivos quanto defensivos. Principalmente por causa do lado direito.
Puma Rodríguez atuou de forma bastante ofensiva, aquilo que ele sabe fazer melhor. O problema é que seus avanços poucas vezes foram acompanhados por algum companheiro, o que tornou as jogadas por ali pouco produtivas.
O Vasco explorou mais as tentativas pela esquerda, com a dupla Gómez e Cuiabano. Só que o Paysandu fechou bem os espaços e não deixou os dois crescerem por ali.
O resultado foi um Vasco que trocou passes de um lado para o outro e praticamente não entrou com perigo na área adversária ao longo de todo o primeiro tempo. Não por acaso, a melhor chance cruz-maltina foi um chute com efeito de Rojas da intermediária que quase enganou o goleiro Gabriel, logo aos 10 minutos.
Atrás, o posicionamento de Puma deixou o corredor direito desprotegido das investidas do Papão. Não exatamente por culpa do uruguaio, já que a forma como o time joga é combinada com o treinador. Só que, como ninguém dava cobertura para ele, o rival aproveitou. E quase abriu o placar aos 34, quando Ítalo passou entre Saldívia e o camisa 2 e chutou cruzado, obrigando Jardim a defender com a ponta dos dedos.
A situação, inclusive, levou Thiago Mendes e Puma a um bate-boca tenso na saída para o intervalo. Mas, seja lá o que foi dito no vestiário, fato é que Renato Gaúcho conseguiu corrigir os problemas.
O maior acerto, na verdade, foi na frente. Rojas se aproximou mais de Gómez e Cuiabano, melhorando a troca de passes na esquerda.
E a defesa do Paysandu, até então bem postada, desmoronou. Com direito a lambanças. No primeiro gol, aos 11, uma sequência de trapalhadas da dupla de zagueiros Castro e Bispo permitiu que Rojas acionasse Gómez dentro da área. O colombiano recuou para Spinelli, bem posicionado, finalizar com força e sem dar chances para Gabriel.
Cinco minutos depois, mais uma vez pela esquerda e mais uma vez com o trio Gómez, Rojas e Spinelli. O camisa 10 recebeu boa bola do conterrâneo e cruzou na medida para o centroavante se jogar na segunda trave e, de cabeça, marcar o segundo. Uma jogada letal que fez o Paysandu se render de vez e perder qualquer ímpeto para reagir.
Fonte: Agência O Globo
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