100 anos de Ipojucan: A lenda que marcou o Expresso da Vitória

Em um 3 de junho, há exatos 100 anos, nascia na cidade de Maceió um dos grandes nomes da história do Vasco: Ipojucan. Cria de São Januário, marcou 102 gols em 228 jogos pelo clube carioca, ajudou a escrever algumas das páginas mais gloriosas do Expresso da Vitória e se transformou em um dos jogadores mais completos da história vascaína.

Ipojucan, na verdade, era Ipujucan Lins de Araújo, como conta seu próprio filho, Ipujucan Tadeu, em entrevista ao SuperVasco. O nome errado, por fim, ficou como sua marca para os livros de história.

"O nome verdadeiro do meu pai também era Ipujucan, mas desde a época de bola muitos jornalistas redigiam errado: Ipojucan, Ipojucã, Ipojuca, etc. O certo mesmo é Ipujucan", explica o filho.

Mas não só o nome diferente tornava o ídolo do Vasco em um jogador tão singular. Em tempos em que o futebol era notoriamente menos físico, Ipojucan chamava a atenção por ser um meio-campo de 1,90m, mas, como descreve o livro "Um expresso chamado Vitória", um jogador de muita habilidade, principalmente com o pé canhoto, e de bastante irreverência em campo.

Ipojucan dedicou mais de 20 anos ao Vasco. Chegou a São Januário ainda menino para os juniores, aos 14 anos, depois de passagem pelo Canto do Rio, em 1942. Estreou pelos profissionais do Vasco em 1946, mas passou a ter mais destaque a partir de 1949, quando ganhou mais espaço entre os titulares do Expresso. Ele não participou da histórica campanha vascaína do título do Sul-Americano de 1948.

E em um time que colecionava gênios, Ipojucan encontrou seu lugar entre os imortais da galeria de São Januário. Ao todo, foram 225 gols em 413 partidas, somando as passagens pelo juvenil, aspirantes e profissional do Vasco.

E, apesar de ter atuado como meio-campo, é o 16º maior artilheiro da história do time carioca no profissional, com 102 gols e ainda soma 66 assistências. Os números foram levantados pelo portal "EstudeVasco".

Títulos:

Documentário conta a história do "Expresso da vitória" de 1948

Em 1950, Ipojucan vivia seu auge pelo Vasco. Foi dele o passe para o gol de Ademir, que simbolizaria o primeiro título estadual de um clube na história do Maracanã e o bicampeonato carioca consecutivo do time de São Januuário.

Apesar da ótima fase no Expresso, ele acabou não sendo convocado para a lista final do Brasil para a Copa do Mundo. A estreia pela Seleção aconteceria dois anos depois, quando levantaria o troféu do Campeonato Pan-Americano de 1952, a primeira grande conquista do Brasil em torneios internacionais a nível de seleções

O meia deixou o Vasco em 1954 para transferir-se para a Portuguesa de Desportos, onde encerrou a carreira em 1960. Ipojucan faleceu em 1978, devido a uma parada cardiorrespiratória em consequência de complicações renais.

Fonte: ge

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