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'A atuação do time de Pedro Emanuel teve pontos elogiáveis, mas...'

Os dois gols do Palmeiras nos primeiros quatro minutos, o primeiro em chute no ângulo e o segundo num pênalti involuntário, minaram o Vasco e condicionaram o confronto em São Paulo. A atuação do time de Pedro Emanuel teve pontos elogiáveis, mas não se deve relativizar uma goleada. Principalmente por não ter sido a primeira. Foi a quarta derrota por diferença de três gols no jejum de oito jogos sem vitória no Brasileiro - as outras duas sob comando de Renato Gaúcho: 4 a 1 para o Internacional-RS; 3 a 0 para o Bragantino e Santos; e estes 4 a 1 para o Palmeiras. Em todas elas, o Vasco teve algo a ser elogiado. No entanto, tem a pior campanha no returno, é o vice-lanterna no geral, e é isso que precisa ser considerado. O cenário desenhado é o de outro rebaixamento: clube politicamente dividido; diretoria administrativa omissa  e sem capacidade de gestão; e conselheiros ineptos, infantis,  completando a pobreza atual. Porque a pobreza não está só na falta de dinheiro, mas na ausência de um espírito que represente a tradição de um clube quatro vezes campeão do Brasileiro e três vezes campeão sul-americano! Em suma: ou o Vasco encerra as brigas politicas, se une num partido único e encara seus adversários com a força de um gigante ou estará condenado a mais uma Série B, com seu presidente, resignado, assumindo sozinho a culpa de um fracasso que não será só dele. Quanto ao Palmeiras, nem precisou jogar tanto para mostrar sua superioridade. 

Fonte: X do jornalista Gilmar Ferreira - EXTRA