Clube

777 alerta justiça sobre a SAF do Vasco; o que aconteceu

👀

A 777 Carioca ingressou com uma interpelação judicial para que o empresário Marcos Lamacchia não pratique atos relacionados à venda da SAF do Vasco. A empresa alerta que qualquer negócio envolvendo a SAF pode gerar problemas jurídicos futuros.

Na petição, a 777 Carioca, representada pelo Monteiro de Castro, Setoguti Advogados , afirma que continua sendo dona de 70% das ações da SAF do Vasco, apesar de ter perdido temporariamente o controle da gestão por decisão judicial no Rio de Janeiro. E diz que o clube estaria negociando ilegalmente a venda da SAF para Lamacchia como se essas ações não fossem mais dela.

Segundo a empresa, a decisão liminar do TJRJ apenas suspendeu temporariamente seus direitos políticos e econômicos, mas não retirou sua propriedade sobre as ações. A disputa principal está sendo discutida em arbitragem, ainda sem decisão definitiva.

O documento cita que a decisão em vigor é “precária” e que, apesar de ser reapreciada em breve, o Vasco passou a agir como se a 777 tivesse sido excluída da SAF. Em 2022, a empresa se tornou titular de 70% das ações, das quais 39% estão subscritas.

A interpelação funciona como uma espécie de aviso formal para que Lamacchia não alegue futuramente que desconhecia os fatos da disputa.

O pedido é para que o enteado de Leila Pereira respeite o direito de propriedade da 777 sobre 70% das ações da SAF e deixe de praticar atos que possam ameaçar ou violar tais direitos. Uma vez notificado, se o empresário levar adiante qualquer negociação, pode incorrer em má-fé, segundo a empresa.

As tratativas para a venda da SAF estão avançadas e já há um acordo encaminhado para uma operação de aproximadamente R$ 2 bilhões por 90% das ações.

Fonte: Lauro Jardim - O GLOBO