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Clubes se recusam a estender contrato com a Rede Globo

Atenta a uma eventual mudança de cenário, a Rede Globo está procurando os clubes para tentar prolongar o contrato de TV do Brasileiro até 2020. A emissora carioca detém os direitos de transmissão até 2018 e mantém desde o mês passado reuniões para tentar se antecipar a um possível avanço de concorrentes e alteração no calendário com o fortalecimento da Liga Sul-Minas-Rio.

Elas prosseguem nesta semana.

"Nós vamos receber um representante da Globo (nesta quarta-feira), sim, mas o conteúdo do encontro eu não posso adiantar", confirma o presidente do Vitória, Raimundo Viana, ao ESPN.com.br.

Ao todo, outros 17 times contam com acordo com a emissora por mais três temporadas: Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, Flamengo, Vasco, Fluminense, Botafogo, Grêmio, Inter, Atlético-MG, Cruzeiro Coritiba, Atlético-PR, Goiás, Bahia e Sport.

O seu principal receio é com a promessa da Sul-Minas-Rio de se tornar, de fato, embrião de uma liga nacional. No comando da entidade, Alexandre Kalil, ex-presidente do Atlético-MG, prega jogo duro.

Na semana passada, em visita ao presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, os dirigentes fizeram um pedido especial antes de entrar em sua sala: não queriam que o executivo da Globo Esportes, Marcelo Campos Pinto, que também se encontrava no prédio, participasse da discussão.

A Rede Record é uma das interessadas no campeonato.

Em outra frente, o Esporte Interativo também ameaça na disputa pela Série B. O atual contrato se encerra apenas no fim de 2017, mas o objetivo é concluir as conversas ainda neste mês.

A princípio, a recepção dos clubes procurados até aqui pela Globo para estender o contrato do Brasileirão até 2020 não foi positiva. Entre as divergências, está o detalhe de que a prorrogação do acordo não viria acompanhada de luvas polpudas. O bônus pela renovação anterior chegou a R$ 30 milhões na época.

Em evento de direito esportivo realizado no Rio de Janeiro, o Jurisports, no último mês de agosto, Marcelo Campos Pinto defendeu a emissora das críticas recorrentes de 'espanholização' do futebol brasileiro e sinalizou que a divisão das cotas dificilmente mudará. Essa é uma bandeira do CEO da Liga Sul-Minas-Rio, Alexandre Kalil, por outro lado.

A Globo perdeu ainda um dos trunfos que carregava no passado para manter as equipes ao seu lado, o adiantamento de receitas. Ela deixou de antecipá-las após ser acionada na Justiça a pagar dívida não honrada pelo Botafogo em empréstimo.

Fonte: ESPN Brasil